Fato: eu amo dormir. Passado o terror da adolescência, eu desenvolvi uma relação com o sono que consiste em fazer dele minha via de escape das adversidades do mundo, ou algo assim. Não é muito maduro, eu sei. Mas foram várias as vezes em que eu simplesmente fui dormir pra não ter que, enfim, estar acordado, e lidar com o que quer que eu tivesse que lidar. E sonhar é tão bom, não é? Algumas vezes eu desejei poder dormir por dias seguidos, ininterruptamente, esperando que tudo se resolvesse enquanto eu vagava em outro mundo, alheio a todo o resto.
É. Eu amo dormir. Mas a verdade é que se eu não tivesse que acordar, talvez nunca fosse capaz de compreender o prazer que há em dormir. Tanta coisa na vida é assim, por pura falta de referencial. Saber que eu preciso acordar é o que deve ser o motivo de apreciar tanto minhas horas de sono; isso, ao invés de achar que sono é esconderijo. Não há fuga de nada. Todo mundo dorme e todo mundo acorda, eventualmente, e tudo continua no seu lugar. Só o mundo que não dorme. Nem tudo são sonhos.
Pronto. Comecei a ver a quinta e última temporada do seriado gay mais completo ever, Queer as Folk. E o medo? Nessa relação doentia que eu tenho com meus seriados preferidos, é muito difícil quando chega o momento do fim - se já não é fácil terminar uma temporada, imagine como é chegar ao final de uma série. Mas tem certos programas que eu já fiz um contrato comigo mesmo de assistir mais uma vez, a série completa; e QAF é uma delas. Quem sabe assim, seja um pouco mais fácil.
Aimeldels, olha só pra isso, minha gente.
Sobre a quinta temporada, começou conflituosa e complicada, mas segue divertida e sexy, como sempre. Emmet ainda me faz rir horrores, e a Debbie continua o máximo. O restante... só vendo.
Daí que, além de ver o Robert Gant em Queer as Folk, corri pra vê-lo também no filme Save me. Já tinha visto o trailer no Lambe-Lambe há um tempo, e tava curioso pra ver inteiro.
Assisti ontem, e achei lindo. É sutil, é bonito, a história é boa, o assunto é ótimo. Conta a história de um porra-loca sem rumo na vida, que é enviado pelo irmão para a Genesis House. É uma casa de religiosos que pregam a conversão sexual para gays, por meio do Senhor Jesuisi. Tá. Enfim, o discurso do filme é bom, ele não toma lado de ninguém, o final é bacana, enfim; acho que agrada pelo ritmo visual da história dos personagens principais. Eu, pelo menos, adorei.
Robert Gant tá bem lindo, mas bem lindo muito. E o Chad Allen também encanta. E se vale o comentário, a atuação dele tá muito melhor do que no desatroso Third man out, devo dizer. Mudança boa. Falei; quem quiser, é só baixar:
Assisti ontem ao filme mais indicado ao Oscar, e etc. Primeiro, me arrependi de ter ido ao cinema do Taguatinga Shopping, que estava cheio de gente uó, o que prova que Taguatinga continua uma roça. Mas com os erros a gente aprende.
Quanto ao filme, eu achei ótimo. Gostei de como, em suas 2h e 40 minutos, ele transpassa várias aborgadens desse assunto tão global, que é o tempo (aliás, acabei de ver outro filme em que um dos personagens dizia que "o tempo é uma ilusão"). Enquanto assisitia, refletia sobre vários dos pontos que são narrados nas entrelinhas, e juro que gostaria poder pausar o filme pra ir anotando todos eles, porque são boas reflexões. Gostei de como a história inusitada nos mostra o ciclo da vida, ao indicar que bebês ou velhinhos, acabamos frágeis e necessitados de fraldas e cuidados de terceiros. Ao passar do filme a gente logo percebe que os personagens do Brad Pitt e da Cate Blanchet precisarão conformar-se com o passar do tempo até o timing perfeito em que irão se encontrar no meio. E todos os anos passando fazem com você, por detrás da trama, fique calculando a idade dele e a idade do corpo dele, e isso mantém um ritmo interessante. Como é uma situação aversa e que não condiz com a nossa realidade, é natural ficar boa parte do filme discutindo com seu próprio cérebro para conseguir entender o que é ser como o Benjamin. É estranho quando você olha pra ele e espera a postura de uma senhor, e na verdade, ele só tem 7 anos e está descobrindo o mundo; gosto também quando o filme diz que a vida é determinada pelas oportunidades que nos aparecem, tanto as que aproveitamos como as que descartamos. E uma coisa que muito me chamou a atenção foi quando ele percebeu que, por ser o único velho no asilo a ficar cada dia mais jovem, acabaria passando pela morte de todos ao seu redor. Então, só quando a velha senhora que lhe ensinou a tocar piano (e cujo nome ele nunca soube ao certo) morreu foi que ele pôde compreender a importância dela para ele. É impossível não falar também da maquiagem nesse filme, que foi um trabalho genial. Eles não só te convencem de um Brad Pitt com 80 e poucos anos - e depois 70, 60, 50, 40, 30, e 20 poucos - como criaram uma Cate Blanchet de 17 anos perfeitamente crível! E lindíssima, ainda nos seus 20, 30, 40, até a idade avançada. E o que fizeram com a Tilda Swinton também foi excelente. A maquiagem é praticamente um personagem no filme, é um trabalho de gênios. "O curioso caso de Benjamin Button" é um ótimo filme para pensar sobre um tema potencial para muitos questionamentos. É longo, mas vale o queimar de neurônios. Foram muitos os que eu queimei (e muitos os momentos de raiva que eu senti do casal que sentou atrás de mim, também), mas a memória não é exatamente o melhor amigo do homem; só consegui resgatar isso. Se me lembrar de outras passagens do filme e do que compreendi com elas, volto pra comentar.
Acabei de saber que a mulher da minha vida está preparando um novo CD pra este ano!!! Pelo que li, as músicas seguirão uma linha mais eletrônica, e com referências dos anos 60, e isso inclui até o Andy Warhol. A produção mais uma vez traz a impecável Linda Perry, e ela já está em estúdio compondo com uma banda chamada Ladytron, que até hoje eu desconhecia, mas já tô baixando pra ver qual é a deles.
A capa do AguileraWorld avisa que a Christina está voltando em 2009.
Adorei ouvir falar de Gilmore Girls em Gossip Girl; adorei ouvir a Blair citar a Rory. Adorei muito mais ver a Blair má em ação de novo, depois de tanto chorar pelo Chuck.
[ Wando Joe ]22 anos, brasiliense, estuda publicidade e trabalha com fotografia. É anti-social por natureza, adora se perder em mundos fictícios e escreve por puro escape - textos nada pretensiosos. É adepto de media share e acredita que as pessoas do mundo todo deviam parir menos e adotar mais. E é aprendiz de engraçado. From Joe.
• Stuff •
[ from joe ] versão 2.0 - "I have issues"
.blogger.com.br - desde 4/2/2007 .blogspot.com - desde 8/8/2008