quarta-feira, 22 de abril de 2015

Penny

Sonho é mesmo um dos eventos mais fascinantes que nos podem ocorrer. Não há como explicar as voltas e os meios e os frutos de um sonho, tudo vai muito além da nossa própria pessoa. O subconsciente é uma coisinha deveras espetacular. No meu sono dessa última noite, estrelei vividamente um sonho que eu mais comumente sonho acordado:

Sonhei que era um ser social bem desenvolvido.

No sonho, eu era namorado do Penn Badgley. Estava na casa dele, com sua família reunida – duas irmãs mais velhas, um irmão caçula e os pais. Ele no sofá com as irmãs e seus devidos companheiros, e eu sentado à sua frente, no carpete, entrelaçado em suas pernas. O irmão, que apresentava alguma coisa num projetor, me chamou a atenção quando me pegou rindo com os sogros de algo engraçado que eu dissera.

Não sei explicar toda a dimensão do meu estranhamento, mas o eu do sonho não era eu, e sim exatamente o eu que eu quero ser. Ele tinha um desprendimento de si, uma destreza em se enquadrar no meio; ele era como parte daquela família, todos gostavam dele e com todos ele se dava. Sua desenvoltura lhe era inata, espontânea. Ele se sentia confortável em sua própria pele – sem bloqueios, engasgos, acanhamentos. Era leve! Era lindo!

Depois de jogar conversa fora com suas irmãs, fui até o seu quarto à sua procura, chamando: Penny?! Ele disse que já sairia, então fui até a cozinha, onde encontrei a Beyoncé. Com naturalidade, me apresentei – Hi, I'm Joe – e, bem à vontade, engagei um assunto ou dois. Ríamos.


Acordei confuso, porém apaixonado por aquele eu. E pelo Penny.

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