terça-feira, 8 de junho de 2010

Eu sou muito errado


Sexta passada empolguei de ir pra Let's Club. De início, tava nem muito a fim de dançar não, queria mesmo era aproveitar a noite pra fazer um experimento. Enfim. Chamei meu primo e a Gabriel. Véspera da parada gay de SP, portanto, metade da viadada fora da cidade: boate vazia. Deu, sei lá, 1h da manhã e num intervalo de 15 minutos a boate encheu, mas assim, lotou com excelência, viu. Sei lá de onde apareceu tanta gente. Sei que a festa tava muito boa. Amiga Gabi Rocha tocou um set escandaloso, deixou todo mundo se deliciando. E eu lá, aproveitando pra aprofundar minha análise, tirar minhas conclusões, tal.

AÍ já pra mais de 3h da manhã, tô eu de olho num guri. Mesma cara de bobão fofinho do Marshal, de How I met your mother; eu no camarote, e ele lá embaixo, na pista. Ele me viu lá em cima, olhou pra mim por uns segundos, fixamente. Comecei o processo de pensar em alguma coisa interessante pra dizer, pra me encorajar a chegar no cara. Esperteza nessas horas cadê, né? É que eu não consigo fazer as coisas sem antes pensar bem, criar cada passo na minha cabeça. Mas é lógico que nesse esquema de flerte nem tudo precisa fazer muito sentido. Me preparei com quaisquer duas coisas bobas pra dizer, e desci.


Fui chegando na direção dele. Primeiro passei ali do lado, como quem procura alguém, assim, meio perdido, pra ver se rolava uma olhada. Ele nem se tocou da minha presença. Andei um pouco e, em seguida, voltei. Ia passar por ele de novo, então tinha que ser naquela hora, o contato, a abordagem, a tão desgraçada cantada, espontânea e espirituosa!

Você aí, por acaso, falou com o guri? Porque EU não falei; quando vi que ele tava dançando, meio tímido, com um amigo do lado, a 'coragem' sumiu pelos meus poros junto com o suor. Passei reto.

Dá pra deduzir que o resultado da minha experiência não foi muito satisfatório? Pois é. Mesmo assim, a festa foi uma das melhores, me diverti bocados!

E quem não souber rir das merdas dessa vida tá muito ferrado.

2 comentários:

  1. vai com fé, guri, na proxima, ja chega agredindo hahahahaha


    beijos

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  2. O problema é que, para cada guri, o processo recomeça, eu tenho que pensar em coisas para falar, e não me vem ideias boas, e aquela tensão, é um drama isso, não quero mais brincar! hehehe
    mas é um progresso também, a cada vez eu vou melhorando. vamo ver, na próxima chego agredindo então. não custa tentar. brigado pelo toque.
    bjo

    [j]

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