quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

if I should ask myself:



I shall hope so. One can only hope.
[ x ]

sábado, 31 de dezembro de 2016

E assim,

espero aqui pelo amanhã.

Que o amanhã é só o que há.
E esperar é tudo que me resta.

Meus 16 Filmes de 2016

Desde 2009 eu faço uma lista anual dos filmes a que assisto, e desta vez decidi fechar o ano com um número maior de títulos na lista, e também me desafiei no processo: vi mais filmes antigos, filmes dirigidos por mulheres, filmes de países diversos, filmes indies, clássicos que eu ainda não conhecia, documentários... E assim, encerro 2016 totalizando 250 filmes (lista completa aqui), com muitas produções excelentes, muitas medianas e algumas não tão boas. Aqui separei os meus dezesseis filmes preferidos de 2016, e alguns de 2015 que foram lançados a público neste ano. Todos especiais em sua proposta, bons em técnica e em narrativa. Na ordem cronológica em que assisti:






 


Elle

E os que quase entraram na lista dos dezesseis preferidos:




Look who’s back (Er ist wieder da)
Wiener-Dog
Zoom
Equals
Don't breathe
The autopsy of Jane Doe

Minhas 16 Séries de 2016

Neste ano eu assisti a muitas séries boas – algumas que acompanho há anos, outras que comecei agora, e algumas que terminei. Da minha lista, aqui estão as dezesseis que mais me fizeram rir, chorar, pensar e postar muitos gifs no tumblr em 2016. Sem ordem de preferência.










Menção honrosa:

Uma das séries da minha vida, Gilmore Girls teve, por fim, a conclusão que merecia, com quatro episódios encomendados pela Netflix.
 
Saga apaixonante da Caça Vampiros, a maior feminista da tevê dos anos 90, que eu só fui acompanhar agora e devorei com muito amor. Buffy forever ♥   
 
Produção da Nova Zelândia, Top of the lake é um lindíssimo drama de 2013, com segunda temporada pronta pra sair em 2017.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O outro

Embora eu siga assistindo, a sétima temporada de Shameless começou meio cansada e cheia de tramas bobas, mas sei que a história tende a se consertar com o passar dos episódios. No entanto, uma das subtramas me trouxe até aqui para traçar aquele paralelo maneiro com a vida real.

O Ian descobre que o namorado tem uma amiga de adolescência com quem ele trepa ocasionalmente. Puto da vida, ele vai questionar o bonito (aliás, nossa, bonito e meio) sobre o affair, mas aí vem o twist: o namorado, Caleb, se defende com a máxima de que, por se tratar de uma mulher, o caso não conta como traição.
E agora? Se você acha que isso é sim traição, ligue para 0800-14-3311...


Mas antes de se decidir e fazer a sua ligação, voltemos à realidade: lembra aquela outra vez que eu, também falando de série, aproveitei pra confessar ter tido um rolo com um cara que estava noivo de uma mulher? Pois bem, nesta semana eu meio que, ainda hesitantemente, reatei o rolo; e o cara, tecnicamente, meio que continua noivo.

Quando esse caso começou, eu lembro de me desviar da culpa com base em teoria semelhante à do Caleb. A noiva em questão desconhece a bisexualidade do cara, e embora ainda seja injusto com ela, eu pensava que o ato pudesse não ser tão pecaminoso, levando em conta que eu não era uma outra e sim um outro. Afinal, não é culpa do cara se ele joga no time das meninas e dos meninos. Claro que a discussão jamais será assim tão simples, há que se considerar os poréns de cada lado.

Passamos vários meses sem contato, depois que eu me cansei e botei fim na história toda. Até três meses atrás, quando encontrei com ele numa festa à qual ele confessou ter ido apenas por saber que iria me encontrar, e onde demos uns amassos no banheiro, devido às altas doses de catuaba que eu já levava no rabo. Novamente, silêncio, até esta semana: depois de muita deliberação, eu mandei uma mensagem que o pegou de surpresa. Queria conversar. Como amigo. Duas taças de vinho adentro e já nos pegávamos na varanda do seu apartamento. Eu sabia que não devia, mas como queria e não queria, fui. E cá estamos. 

Da primeira vez eu debatia sobre ficar com um cara noivo, e desta vez acresci ao debate o certo e o errado em voltar a vê-lo; porque enquanto evitava, eu sabia que estaria dando passos para trás. Mas o que fazer com a vontade de me reconectar com a pessoa que me trata bem como nenhum outro o fez, quando bate aquele desejo pelo toque e cheiro e abraço e beijo e carinho e companhia? Não somos perfeitos.

E aí? Se você acha que nem é tão errado assim, disque 0800-14-3312.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

"All I'm sayin'"

– Eu tive uma epifania. Eu acho que foi isso. Fumando um baseado numa antena parabólica: Não importa o que acontece a partir daqui. Quero dizer, importa. É claro que importa, sim.
Mas nada pode retificar o que passou.


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Ontem foi ao ar o episódio final de Rectify, uma das séries mais lindas e tristes da história da televisão, uma produção única e impossível de categorizar. Recomendação imbatível do querido amigo Wans. Logo, hoje foi dia de contemplar o episódio, me perder na estória do Daniel Holden uma última vez, concluir a trama numa apoteose magnífica e espetacular, chorar e rir e chorar. E, em seguida, pensar na vida.

Sim, estamos quebrados. Sem dinheiro, sem estrutura, e sem saber como andar adiante. Por mim, posso dizer que boa parte deste ano sabático-forçado-improvisado eu passei sentindo uma leve culpa. De estar desperdiçando tempo, sem investimentos, sem construir carreira, sem avanços, e ainda mais às vésperas de concluir os 30 anos. Vai chegando a hora de arredondar a casa da idade e os agravantes parecem se tornar ainda mais complicantes.
Mas hoje eu não quero cultivar essa culpa de gastar um ano parado, com pouco a somar. Não há o que fazer, senão mudar de atitude, porque aquilo que foi não se muda. Pode ser que a inspiração se dissipe dentro de pouco, mas valeu a reflexão.

De todo modo, o que realmente importa, e se, de tudo que eu disser, apenas uma coisa for aproveitada, que seja isto: assista a Rectify.

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– Isso é o melhor que conseguimos? É o máximo que podemos esperar?
– Nem todo mundo tem as mesmas expectativas, Daniel. Se você não está feliz com as suas circustâncias, você precisa tentar mudá-las, ou, se não puder ou não for praticável, você deve mudar sua atitude em relação a elas.
– Certo.
– Certo?
– Certo. O que você disse faz sentido, é prático, previsível, realista.
– Eu acho que esta situação que você está enfrentando, embora não seja confortável, é positiva, no fim das contas, Daniel. O fato de você ter  expectativas... de estar sentindo decepção. Pra mim, expectativa é como um parente mais complicado da esperança. Você tem esperanças de alcançar algo melhor, certo? Algo diferente, algo a mais. Isso não é ruim, entende? Quando foi a última vez que você se decepcionou por ter tido esperança? Eu garanto que você não é diferente de nenhum de nós nesta sala.


Clean slate

Se você pudesse viver de viajar o mundo, solitário,
conhecer todos os países, cruzar os continentes,
morar em todo lugar, chamar o mundo de lar,


quantas pessoas novas você seria?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Sigo seguindo

Sobre dois mil e dezesseis:

– Tenho tentado ser mais atraente,
mas é tão difícil, sabe, por conta da minha genética.

Caps do episódio 01 da quarta temporada de Please Like Me.
Josh Thomas é meu espírito animal!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Estamos quebrados

Um dos maiores poucos prazeres deste ano foi o retorno/conclusão de Gilmore Girls, que sempre será uma de minhas séries mais queridas. Ninguém jamais fará por nós o que a Netflix faz, essa é a verdade. Voltando aos quatro capítulos de A year in the life, um dos pontos centrais da trama foi o status de sem-rumo da Rory, que até então sempre definira o conceito de 'jovem promissor'. Nesta nova fase, encontramos uma Rory de 32 anos sem residência fixa, emprego fixo ou sequer roupa íntima. Tão perdida quanto... a maioria de nós – eu concluo, olhando ao meu redor. Muito embora o potencial da Rory fosse tão exponencialmente mais amplo que o nosso, foi particularmente reconfortante – e ao mesmo tempo desesperador – encontrar a garota Gilmore em uma situação cagada como a minha própria realidade. É ou não é gostoso se identificar com um personagem querido?
O episódio Summer, terceiro da minissérie, é salpicado de saudações da população peculiar de Stars Hollow à Rory com boas-vindas de volta à cidade, ao que ela responde, em sua defesa, que "não está de volta", que "é temporário". Haha. É engraçado porque é trágico. Por aqui também, é temporário. Já faz quase três anos.

– I'm broke. Busted. Beggared. I have no apartment, no car. Hell, my license expired three months ago. Everything I own is in boxes, scattered around three different states. I have no job. I have no credit. I have no underwear. I can't find that box!
– So just buy some new ones.
– Are you listening, man? I'm broke!

Conversando com meus amigos dia desses, percebi como é factual essa falta de perspectiva. E vale salientar que meus amigos são algumas vezes mais gabaritados que eu. No entanto, desta lama impiedosa, compartilhamos todos. Fernanda por fim resolveu fechar seu escritório de advocacia para estudar para concurso (que é a grande realidade aqui pela capital da República), triste, porém decidida, proferindo que "estamos num tempo em que a felicidade profissional é um luxo, e não dá mais pra seguir achando que todo mundo pode se realizar fazendo aquilo que ama". É. Não resta muito senão concordar.

Nem todo mundo consegue viver seus sonhos. Ouvi isso em alguma outra série um tempo atrás, e o mais triste foi aceitar como verdade. Eu tento ser otimista, mas às vezes é preciso desabafar. 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Eu não sei, não. A minha leve inaptidão social (pra não taxar de crônica) me faz ter sérios problemas com o número de redes sociais que circundam a nossa vida nesses tempos. Parece que se não fizer registro no 'Snap' ou no 'Insta' não valeu viver o momento. Enquanto isso, o registrar te rouba o viver o momento. Não sei bem como lidar.

Da nova temporada de Black Mirror (que é mestre em fazer uma leitura crua do comportamento humano e tendências sociais influenciados pelo impacto tecnológico), o primeiro episódio, Nosedive, foi o que mais me assustou – ou me aterrorizou. Deu medo de acordar algumas semanas daqui e estar naquele episódio, tão próximo do real é o seu conto.

O que me incomoda ultimamente é o exacerbado culto ao belo sem qualquer contexto mais profundo. Tenho visto tanta gente anônima virando famosa-de-rede-social só de expor a cara bonita e o corpo bem cuidado em selfies infinitas, que cada vez mais desisto da minha presença nesse meio. Apenas porque não pertenço, e prefiro me abster. Aliás, ceder ao ode é fácil, o dedo logo acerta o botão de seguir da galera bonita, e o canal te traz ainda mais ofertas parecidas. 

Eu, hein.

Difícil conceber a dimensão do meu valor quando eu não sou lindo, não tenho 15 mil seguidores, não sou venerado a base de likes.

Never insecure until I met you, now I'm bein' stupid

© 2008-2017 wando joe [ from joe ]