segunda-feira, 20 de março de 2017

COOLetânea - m•on•day

Quando bate o impulso de mudar, é preciso aplicar a mudança a tudo.
Pra começo de semana, te mando esta seleção (de curadoria do shuffle), por um humor mais fresco e uma segunda pra cima.


Para ouvir pelo web player do Spotify, clique aqui

sábado, 18 de março de 2017

how's this for a shift

Quarta:
afundar em problema inconveniente desnecessário, lamúrias, milkshake de maracujá; 

Quinta:
mais lamúrias, jantar que por pouco não sai, mousse de manga, conselhos a distância, risos na madrugada;

Sexta:
abrir mão de quem me faz mal [x], Mexicano, pastel de tres leches, encontro de Tinder sem sal com filme sem sal;

Sábado:
 Yoga, Funcional, musculação, tirar o dia pra mim, brigadeiro branco, musical dos anos 50, esquecer lamúrias, voltar a blogar coisas alegres.

Domingo:
começar a semana reduzindo problemas e curtindo bobagens.



via Adult Swim

quinta-feira, 16 de março de 2017

retratro, revela


by @javierreyv
by @bronsonfarr
by @jasonoranzo
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Não, a implicância com os 30, em termos práticos, não tem razão de ser. Sim, me entreguei, mesmo ciente de que, do dia pro outro, nada mudou com efeito: é mais o simbolismo dos números, que insito em carregar por anos a fio. Em retrospecto, sim, há muita frustração pelo pouco alcançado até aqui, este marco infeliz. Há ainda, no entanto, a resignação de saber que integro o quadro de toda uma geração; não sou pose única neste filme. Sendo assim, que seja. Melhor tanto fazer.
Ah, lamentos. Tão deselegante, como cheguei àqui?

Troca o rolo. Carrega o flash. Ajusta o foco. Dispara!


Fotos via HOSCOS.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Presente vitalício

https://2.bp.blogspot.com/-haRpzyPai0Q/WMiUGGe2xnI/AAAAAAAADrQ/JutLMzXCWF0IRVEMUh2hfmCCMCyrHxQegCLcB/s1600/jaicourtney_march15.jpeg

Hoje é aniversário do ator-prodígio australiano da vez. Das novelas tradicionais do país, ao importante papel na maravilhosa, favorita, saudosa série Spartacus, migrando para o cinema, o rapaz vem crescendo num brilho só. Confesso que se é pra analisar toda a obra do Jai Courtney, eu diria que a minha paixão por ele tem mais raiz no fato de ele ser fascinante de olhar, do que nos papéis que ele já fez até hoje (diferentemente do Tomzinho Hardy) – com uma enorme exceção do Varro, que até esta data, é o trabalho dele que eu mais gosto. 



A foto que envio hoje é parte do ensaio do Jai pra revista GQ, e aviso: você precisa abrir essa foto no tamanho original e ver cada detalhe em nitidez plena, porque é um prazer. Se quiser mais, mando ainda o videoshoot em que ele retorna aos campos de infância para se reconectar à terra. E se ainda quiser mais, corre pro MNPP que tem um arquivo bem parrudo. E segue o Jai no instagram.


E se o Jai e eu nunca compartilharmos nada – um abraço, um afeto, uma roçada de barba, um chamego de brother, uma bitoca no cangote –, ao menos sempre, mas sempre teremos este dia quinze para nos unir.


sorry, kid



I lost your bliss.

segunda-feira, 13 de março de 2017

o maior inferno astral que você despreza

A crise dos 30 é real, anota aí. Há muitos anos eu não comemoro meu aniversário, mas devo dizer que nunca estive tão desconfortável com a data como neste ano. Completar os trinta tem me deixado estressado muito acima dos níveis normais para o mês de março. Sei que não passa de um número, mas na prática tá difícil engolir esse novo marco.

Este tem sido um tempo especialmente frustrante, pelo fato de me sentir preso em uma realidade muito aquém da que eu esperava para esta altura da vida. A sensação é de desperdício de toda uma vida – da que já foi, e da que ainda virá. Pareço dar voltas no mesmo lugar, em círculos cada vez mais largos e em vão; uma completa falta de rumo. Não trabalho fazendo o que eu gosto – isso porque, depois de um ano sem trabalho, sucumbi ao sistema e ofertei meus serviços àquilo que dava pra fazer de momento. Aliás, até não muito tempo atrás, eu sequer sabia o que queria fazer – e, de toda honestidade, não sei se posso afirmar que já sei de fato. Pois bem, agora trabalhando em área que me surgiu sem planejamento (coisa com que já sigo me acostumando, a vida é assim e pronto – acorda, Danny boy) e aceitei por conveniência. Não tenho dinheiro senão para pagar a fatura do mês do cartão de crédito. Aqueles sonhos de uma boa vida, de conquistas, estão todos encaixotados e empoeirados.

Os meus círculos se estreitam cada vez mais. Os amigos vão, aos poucos, se perdendo, restando apenas aqueles de raízes mais fiéis, e qualquer tentativa de novas amizades já brota com validade a expirar. A minha família é o mais fraco dos pilares, sempre foi. Mas esta condição de ter que conviver com eles, à altura dos 30, tem sido uma das razões primas da minha queda de cabelo e baixa de imunidade. É muito estresse e desgaste pra pouca habilidade em lidar. Muito amargo o gosto de voltar a esta configuração, já tendo experimentado a independência de morar só e sustentar a si mesmo.

Sigo na academia e com minhas aulas de yoga, mas o danado do amor próprio não vem. O que evidencia que não dá mesmo pra arrumar só a carcaça sem investir no interior. Eu já dei o primeiro passo, o de reconhecer o erro, e então re-reconheci o erro umas dúzias de vezes; falta mesmo ir procurar conserto.

Logo assim que voltei a trabalhar, em janeiro, ainda com o prospecto de voltar a receber salário, tratei de comprar várias coisas que queria/precisava. Comprar gera um calorzinho, uma empolgação que faz bem. O real problema é quando os itens chegam às mãos, e a empolgação logo se desfaz, e você percebe que o vazio é mais real.

Em conclusão, só me resta esperar que os tempos se amenizem e a crise dos trinta perca força. Só me resta torcer por menos frustrações, ou, na pior hipótese, por mais conformidade. Melhor mesmo calar e esperar. Mas não sem antes dizer tudo isso.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Lovely to know you

Ainda que existisse a Dona Morte, tal como nas tirinhas do Penadinho da Turma da Mônica, e que ela me fitasse os olhos e me anunciasse a sentença; "Vai ser agora. É agora.", ainda assim, não teria preparo pra lidar com a perda. Parece que a morte se origina de um buraco negro que chega e suga aquela vida pra longe de você. Parece até que é o vazio que vem primeiro, o buraco antes que a morte.

Minha cadela já vinha duelando com a velhice havia uns anos. Lembro que tinha muito medo de que ela se fosse durante minha ausência, no tempo em que morei fora. Muito medo de perdê-la sem poder estar perto, dar um último abraço. Ela não só me esperou voltar, como aguentou mais quase três anos. Tão quase!

Pelas 4 da manhã, no dia 03, ela se exauriu do último fôlego no meu quarto, quando o seu coração cansado cedeu. Eu a vi expirar o vapor final de vida; o brilho embaçar nos seus olhos, e as pernas pesarem no corpo. Eu vi quando a Dona Morte chegou. Mas, se naquele momento achei um horror assistir à cena em que minha companheira de 13 anos me era tomada pelo tempo, hoje penso que, em sua dor derradeira, pude lhe dar meu amoroso afago e beijos de gratidão.

E todos os dias, pela casa, eu a procuro.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

if I should ask myself:



I shall hope so. One can only hope.
[ x ]

sábado, 31 de dezembro de 2016

E assim,

espero aqui pelo amanhã.

Que o amanhã é só o que há.
E esperar é tudo que me resta.

Meus 16 Filmes de 2016

Desde 2009 eu faço uma lista anual dos filmes a que assisto, e desta vez decidi fechar o ano com um número maior de títulos na lista, e também me desafiei no processo: vi mais filmes antigos, filmes dirigidos por mulheres, filmes de países diversos, filmes indies, clássicos que eu ainda não conhecia, documentários... E assim, encerro 2016 totalizando 250 filmes (lista completa aqui), com muitas produções excelentes, muitas medianas e algumas não tão boas. Aqui separei os meus dezesseis filmes preferidos de 2016, e alguns de 2015 que foram lançados a público neste ano. Todos especiais em sua proposta, bons em técnica e em narrativa. Na ordem cronológica em que assisti:






 


Elle

E os que quase entraram na lista dos dezesseis preferidos:




Look who’s back (Er ist wieder da)
Wiener-Dog
Zoom
Equals
Don't breathe
The autopsy of Jane Doe

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