terça-feira, 8 de agosto de 2017

[ nove anos ]


Olhando para trás, para a pessoa que começou a escrever aqui, vejo o quanto ela foi longe. Me orgulho de ter registrado todo esse caminho, de ter por escrito as memórias do passar dos anos. Lá em 2008, no auge das minhas angústias, jamais poderia supor que hoje estaria bem. E mesmo quando não estive bem, mesmo quando não estou, eu estou bem. Está tudo bem. O medo de chegar aos trinta, no fim era só um medo. Minha cabeça se aprimorou, meus problemas, aos poucos, aclararam, e os que permanecem turvos, aclararão.

Oitocentas e quarenta postagens e mais de quinhentos mil acessos. Nove anos atrás, eu não sabia de nada. Hoje, do pouco que sei, vejo que cresci, e que estas cartas me ajudaram a fundamentar quem me tornei – e me torno. Não escrevo esperando retorno alheio, sempre foi claro que escrevo para mim. Mas me alegro em saber que meus relatos, desabafos, inspirações alcançam e afetam a outros. Somos para dividir.

Uns anos mais frutíferos, outros menos constantes; uns bem leves, outros meio taciturnos. Por vezes ausente, contudo, nunca desistente. No silêncio ou na palavra houve acerto e erro, e com tudo eu aprendi. Vejo o avançar dos anos e dos textos e sei que eu mudei. Pra melhor!

Talvez só agora esteja claro: felizes nove anos, Querido Benin!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Um punhado do tempo


Jim O'Rourke – Viva Forever (Cover)

Voltando de Urubici, cidade pouseira da Serra Catarinense, depois do insucesso da neve que não nevou, porém afortunados com todo o resto de que dispusemos, o Luís me ofereceu um jantar em seu apartamento, no centro de Florianópolis. Compramos ingredientes, ele cozinhou um excelente ratatouille, trocamos fotos da viagem, rimos. Agradeci várias vezes. Chamei um Uber. Meu carro chegou segundos após cruzar o portão do prédio. O vidro desceu, e um sorisso me averiguou: Joe?

Uma vez sentado no banco do passageiro, o Uber dispara a puxar conversa, para lá de amigável. Não era apenas um sorriso, era um Sorrisão que papeava comigo. Contei das aventuras do fim de semana, das belezas da Serra e do acaso, até o Uber tornar a averiguar: Você estava no apartamento do Luís? – não só eram amigos, como ele havia combinado de subir junto para Urubici, mas acabou não dando certo.

Na rápida corrida até o AirBnb onde estava hospedado, falei sobre minha falta de planos para o restante da estadia na Ilha. Ele me olhava nos olhos, o pescoço torcia para mim em 90º, o sorriso lhe cobria toda a extensão do rosto, emoldurado pela barba curta, os olhos amiudados. Havia ali uma energia que rebatia entre nós, que brotava dele e me acalentava todo, e então se arremessava de volta direto ao Sorrisão.

Chegamos ao destino, chequei o nome dele no aplicativo e, nervoso, agradeci: obrigado, Marcos. A gente se fala... eu acho. Aperto de mão. Desci do carro, sem conseguir sair por completo. Meia-volta.
Me chama pra sair, Marcos.
Anota meu número, ele devolveu de imediato.
Sentei-me novamente, agora de frente para o motorista, e anotei seu telefone. Ele sorriu aquele sorriso a centímetros do meu. Outro aperto de mão, olhares engatados um no do outro, e ele me beijou. Beijos de calor aos poucos transitaram para o território do afeto, e logo éramos duas peças encaixadas – eu, fetal, dentro do abraço dele – e ficamos ali, acoplados. A noite expirava, o cansaço nos consumia, mas não sabíamos como nos soltar. Ficamos de nos ver outra vez.

E nos vimos, outras vezes ainda mais intensas, que certamente narrarei aos detalhes em minhas cartas privadas. Na hora da minha partida, ambos sentimos a ânsia de um tempo a mais, e ele me ajudou a adiar minha passagem para o próximo dia. Aproveitamos as horas extras na companhia um do outro; o tocar incessante, o olhar no olho, o compartilhar de histórias, o beijar quente de afago. Mas eu sabia que, por quantos dias adiasse meu retorno, tudo se tratava de prazo. 

UM PUNHADO DO TEMPO, é o que tivemos; um precioso pedaço do prazo maior. Agora há a distância física, e também a distância de tudo aquilo que nos torna separáveis, porém, dentro das distâncias, há o colar das nossas peles e o carinho que foi e permanece, e a memória dos afetos e o desejo de outros próximos, o plano do reencontro. Há o mundo pessoal dele que me falta explorar, e a ele, o meu.

E ainda que isso leve a lugar nenhum, ainda que nada mais se suceda e tudo seja não mais que momentos no tempo que foi e ficou apenas na lembrança, conhecê-lo fez me compreender o quão belo é poder voltar a me abrir e me arriscar; depois de tanto tempo, pude, enfim, deixar alguém entrar e dividir a pessoa bonita e interessante que eu sou. Não é justo manter tudo isso aqui dentro trancado. Abrir-se pode ser algo fantástico e guiar a lugares que você não imaginaria descobrir sozinho. Só é preciso se abrir e permanecer aberto, e ali o fantástico acontece.

domingo, 6 de agosto de 2017

Remédio para o foco


Conhecer o Luís foi uma das maravilhas a me surpreenderem nos meus curtos, mas proveitosos dias em Floripa. Nosso primeiro contato já foi em si curioso, e rapidamente nos aproximamos. Ele não somente ama cozinhar para os amigos, mas também incluí-los em seus programas e dividir suas experiências – e não há limites para o prazer que lhe soma doar-se a seus queridos. Foi sorte poder adentrar o seu círculo. 

Ele é um jovem homem de 56 anos que absolutamente ama viver e, brincadeiras à parte, tem muito a compartilhar. Seus passeios, que generosamente viraram nossos, renderam conversas agradáveis e, para mim, transformadoras. Eu sempre fui de depender de perspectiva alheia que me empulsione em certos cenários, e o Luís parecia ter as respostas que eu precisava já prontas, embaladas e dosadas para consumo, como pílulas que ele receita de rotina aos seus pacientes. Sim, ele é médico pediatra por ofício. E artista plástico por amor, e fotógrafo por hobby. E, como num consultório, eu me senti livre para confiar e me abrir a ele numa relação confidencial, expor a minha vulnerabilidade, os meus casos, as feridas ainda à mostra e as que seguem cicatrizando. Para tudo havia diagnóstico, assertivo e cuidadoso. É o seu instinto – cuidar, prover, tratar, mesmo depois que pendura seu jaleco.

Primeiramente, ele se assustou quando confessei que tenho fama de escroto e dificuldades em socializar, afinal sua avaliação revelava o contrário: um garoto adorável e boa companhia. Expliquei que a raiz do meu comportamento está na minha base familiar, sem estrutura, e ele, sem conhecimento aprofundado da situação, só pôde me receitar uma dose diária de "enxergue seus traços positivos". Num outro papo, falamos de relações amorosas e do gênero – outra de minhas patologias – e  citei meu trauma do Câncer de Cooper. Relatei a ocorrência mais recente, um contato feito pelo mencionado semanas antes.
Numa manhã de julho, acordei e fui checar meus e-mails. Em negrito, uma única nova mensagem roubou-me a atenção, e lia "Hey, it's Coop". Pontuei com lágrimas o final do título, antes mesmo que tivesse a coragem de revelar o corpo da mensagem.
Brevemente resumi o histórico da minha debilitação passada, chance vista pelo Doutor de compartilhar um pensamento pessoal com poder de tratamento ao meu problema; ele aconselhou que daqui adiante sempre me pergunte: Eu sou o foco? E completou: "é natural acreditar que a pessoa de fato gosta da gente, mas por vezes é um engano. Certeza que ele gostava de você? Ou ele apenas fazia parecer? Se você se doa por completo e esse alguém não ecoa, caia fora.", ele disse – ou algo assim.

Prometi me lembrar do seu conselho, em honra à sua sabedoria, em honra à minha própria. E seguimos à bela Praia da Guarda do Embaú.


domingo, 30 de julho de 2017

Um lindo jogo de acasos


Eu sabia que, no meu tempo curto de visita a Floripa, eu precisava me dispor a um momento de reflexão. Nestas férias eu precisava reajustar as ideias, encontrar alguns nortes, pensar. Mas essa viagem estava preparada para mim muito mais do que eu estava para ela. Eu só tive que chegar lá.

Como disse antes de embarcar, eu aprecio o compromisso de viajar sozinho. Desta vez, porém, estava com um leve receio quanto à minha falta de planos, e o que isso poderia significar no esquema maior de "aproveitar ao máximo". Mas tudo foi se desdobrando numa viagem a lugares lindos e também a camadas interiores que eu precisava acessar. Eu não tinha ciência do quanto eu precisava de tudo o que encontrei em Floripa – e pelo mais lindo acaso.

Acabei conhecendo pessoas sensacionais e tendo oportunidades que jamais teria planejado sozinho, e o único preço foi me abrir, o que me é naturalmente difícil. A verdade é que por vezes me surpreendo com o quanto isso é menos desafiador do que eu costumo enxergar, desde que o acaso também faça sua parte em me colocar diante das pessoas certas, no lugar e tempo certos. Logo na minha primeira noite na cidade, já conheci uma pessoa incrível, que, com muita hospitalidade e boa vontade me levou para conhecer cantos lindíssimos, não só na ilha, mas ainda na Serra Catarinenese, um passeio que ficou carimbado na minha memória. Nestas escapadas pude reajustar meu foco um pouco, mas foi mesmo nas nossas conversas que tive a sorte de fazer reparos na minha compreensão de tudo, mas principalmente de mim mesmo. Embora só me conhecesse há 3 dias, o Luís pode fazer uma leitura precisa da minha pessoa – e uma que eu necessitava ouvir. Ele me assegurou de que sou um rapaz incrível, atencioso e interessante, e listou tantas outras qualidades, assinando com o apelo de que eu não me desvalesse ou esquecesse de minhas qualidades. Nunca.

Floripa tem um astral que me atraiu bastante. Tá nas ruas, nas pessoas, nas belíssimas praias e outros pontos naturais que atraem os olhos de quem mora ou passa pela ilha. Floripa pra mim foi não só um lugar ou uma viagem, mas um espaço de tempo, uma sorte de oportunidades, um jogo de acasos. Que eu precisava demais, mesmo sem saber!


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Ah, férias!

Não pensei que fosse sentir falta de um break tão rápido, mas cá estamos. Curtindo muito estar de férias por três semanas – recesso escolar, todo mundo ganha. Menos quem é horista, no caso, mas a gente ganha em paz mental, o que já é de todo um certo lucro.


Amanhã chego a Florianópolis! Por anos tive um enorme interesse em conhecer o Sul, e depois de quatro dias maravilhosos que passei em Porto Alegre em maio na companhia do meu querido amigo Sílvio, que veio de Sydney passar férias no Brasil, e com a participação muito especial do maravilhoso e saudoso Tiozinho da Foto, Rodrigo, agora retorno à região para um novo passeio, desta vez acompanhado apenas por minhas loucuras. Aliás, viajar sozinho tem enormes vantagens, porém confesso estar apreensivo de sair sozinho – na noite, eu quero dizer. De dia é fácil explorar a cidade sozinho, é gostoso. De dia você é ninguém mais que um passante. É à noite que tudo se transforma, na noite sempre há destaque, os olhos estão atentos.

Depois de uma semana em Floripa, chego a SP para dar um beijo nos meus amigos amados. E curtir Sampa no frio, que eu sou fã. Quem sabe neste ínterim eu reavalio umas coisas e me encontro. Estou precisando.

domingo, 21 de maio de 2017

#loveislove: OVERRATED

Finalizando esta semana de combate à homofobia e transfobia, minha última dica é meu próprio curta-metragem, escrito em 2013, produzido em 2014 e lançado em 2015 – um longo trajeto que levou muito trabalho voluntário de gente promissora, zero verba, mas muito zelo e paciência.

Em OVERRATED eu conto a estória do Benin, um rapaz introspectivo e inseguro, mas com muito a oferecer ao mundo e àqueles à sua volta; no pedaço de vida retratado em 23 minutos, ele se depara com uma cadeia de infortúnios que parecem conspirar para derrubá-lo e afundá-lo de vez no buraco negro em que sua mente frágil se encontra. Mas a maior mensagem do filme reside em relutar está em se prender ao que ainda lhe traga luz quando tudo for trevas e se reerguer, e em reconhecer o valor das adversidades – e das amizades. Você não está só!

Eu roteirizei, produzi e dirigi o curta na Austrália. Foi minha primeira obra recém-saído da escola de Filme & TV e, acima de tudo, um projeto com enorme significância pra mim, por retratar um estágio importante da minha experiência morando fora e sozinho, e servir como um escape fundamental num período em que, preso num espaço mental obscuro, não podia me expressar de outra forma. Terei sempre grande carinho por esta obra, mesmo ciente de sua simplicidade técnica e narrativa.

O curta esteve trancado enquanto eu tentava festivais, mas agora está oficialmente liberado no meu canal no Vimeo com legendas, além de clips de making of e cenas cortadas, entre outros trabalhos. Fique à vontade para compartilhar o link e dê a sua nota ao filme no IMDb.

Abaixo o trailer, e para assistir ao filme completo, CLIQUE AQUI.


sábado, 20 de maio de 2017

#loveislove: BARRACUDA

Descrita como "uma comovente estória sobre identidade, obsessão, desejo, as alturas vertiginosas do sucesso e o aterrorizante risco de fracasso", Barracuda conta, em um arco conciso, a trajetória do jovem Danny Kelly em busca do sonho de ser o maior nadador do mundo.

Vindo de uma família de imigrantes de classe média, Danny ingressa em uma escola de elite em Melbourne como bolsista, para integrar o treinamento de natação da instituição. Seu primeiro desafio é superar o preconceito quanto às suas origens e conquistar o respeito do seu time. Ao longo dos anos 1996-2000, torcemos por um garoto obstinado que tropeça em sua própria obsessão com o sucesso. Vencer é tudo, mas antes Danny terá de aprender a vencer a si mesmo. À medida que se aproxima do seu objetivo de representar a Austrália nas Olimpíadas de Sydney em 2000, ele enfrenta uma barreira de obstáculos fora d'água ao explorar sua sexualidade – no desenvolver de uma paixão asfixinte por um colega de time, que lhe causa um descompasso–, e manejar suas relações e impulsos adolescentes com um objetivo claro em mente: a vitória. Há muito que aprender nesta jornada tão impulsiva e veemente.

A minisséria, contada em quatro episódios de 1 hora, é baseada no livro do romancista Christos Tsiolkas e foi produzida pela NBCUniversal com o canal australiano ABC, e então adquirida pela BBC Three, que acreditou que o programa se enquadra nos moldes de produção do canal, por ser um drama complexo e emocional, lindamente executado, e com uma trama rica que aborda temas pertinentes ao público jovem. De fato, é uma produção delicada e distinta, um lindo exemplo do potencial produtivo da tevê australiana e uma bela dica de conteúdo.

Por enquanto, Barracuda infelizmente não está disponível em plataformas de streaming. Interessados terão de recorrer a fontes alternativas.



sexta-feira, 19 de maio de 2017

#loveislove: COMING IN

Sair do armário é tema comum em produções de temática LGBTI, mas poucas exploram a hipótese de entrar no armário – e com tanta destreza. Com essa premissa, Coming in te faz refletir sem ter que pensar demais. A websérie é uma opção descontraída e simpática na programação online do canal canadense CBC Comedy.

O projeto é de autoria do casal Graydon Sheppard e Kyle Humphrey, criadores da deliciosa porém curta série Shit girls say, sucesso no YouTube em 2011-2012 – saudades! Em Coming in, a dupla viu a chance de trazer uma abordagem curiosa ao típico personagem gay, com boas doses do humor sagaz característico de seus textos. Na trama, Mitchell (Dylan Archambault), recém-casado com seu parceiro, um dia acorda heterossexual e precisa lidar com a mudança involuntária. Cada episódio retrata um estágio da sua revelação inversa, e a série brinca com estereótipos ao apresentar um protagonista que mantém os traços de personalidade que o definem gay, mesmo que agora ele goste de mulheres. A temporada tem apenas 11 episódios, que levam em média 3 a 5 minutos, e está disponível no YouTube. Abaixo a playlist completa:



quinta-feira, 18 de maio de 2017

#loveislove: PLEASE LIKE ME

Please like me é a criação acertada do humorista Josh Thomas, um guri de Melbourne que ganhou o mundo com seu humor refinado e sem quaisquer ressalvas, ainda que tratando de assuntos sérios como depressão e outros transtornos mentais, além de tantos problemas rotineiros que definem a experiência de ser um jovem adulto.

Admiro muito em Please like me os diálogos descolados e naturais, a ponto de parecerem não-roteirizados, e a mescla de humores que entrepassa dramas tão pesados. O talento do Josh para a comédia começou a ganhar atenção com espetáculos de stand-up comedy em clubes de Melbourne e depois em turnês pela Austrália. Eu cheguei a comprar um DVD de uma apresentação ao vivo dele e, juro, quando assisti eu ri em níveis que poucas vezes alcancei na vida.

Esta é uma série certeira e maestral em retratar as incertezas e dificuldades da juventude: socialização, relações familiares e independência, tratando da sexualidade de uma forma muito evoluída e genuína, mas sem tornar o assunto o centro temático da história.



Quando a primeira temporada estreou pelo canal australiano ABC, eu estava morando em Sydney e me identifiquei de imediato. Na época, me serviu como inspiração para escrever meu próprio material, e me lembrava um pouco o espírito de Girls. Rapidamente a série ganhou espaço fora da Austrália, e o canal americano Pivot encomendou a segunda temporada. Hoje, a série já concluiu quatro temporadas, todas disponíveis por lá pelo serviço Hulu. É uma produção primorosa, com ótima direção e fotografia e você vai querer viver neste mundo de cores pastéis, comidinhas sofisticadas e personagens malucos e apaixonantes.

No Brasil, todos os episódios estão disponíveis na Netflix e é do tipo que precisa ir direto pra sua lista. É série pra ver e guardar. E rever.

Convença-se por fim com este clip de cenas das quatro temporadas:


quarta-feira, 17 de maio de 2017

#loveislove: THE OUTS

Dezessete de maio é o Dia Internacional de Combate à Homofobia e à Transfobia, que no caso é hoje. Eu particularmente já não sei se me resta qualquer esperança, mas acredito na validade da luta como todo.

Da minha parte, prefiro celebrar a diversidade por meio da arte, como de costume. Assim, vou recomedar durante esta semana algumas produções temáticas, indies ou não, que me agradaram por sua qualidade de conteúdo e por me fazerem rir – e às vezes chorar, mas principalmente rir.

Começarei com THE OUTS, web série criada em 2012 pelo Adam Goldman, que também estrela no papel principal de Mitchell, um cara frustrado com o término do seu relacionamento com o charmosinho Jack. A série é uma espécie de dramédia romântica com um humor sutil e inteligente e sacadas espertas sobre amadurecer diante dos problemas da vida adulta. Faz muito meu tipo e foi grande inspiração na época de pré-produção do meu curta, principalmente pelo formato.

The Outs tem seus sete episódios disponíveis no Vimeo e, depois de conseguir fundos, partiu para a produção da segunda temporada, que estreou no ano passado – esta em oferta na plataforma para locação ou compra. Eu digo que vale a pena assistir.

A primeira temporada completa, com opções de legendas, você pode assistir de graça na página oficial da série. Aqui abaixo o piloto:

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