quarta-feira, 6 de maio de 2015

"this moment: change is everything"



even if it's in slow motion. if it's in stop motion, even.
change is everything.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Reflexxxo



Encontrei isto por acaso no Tumblr e logo rebloguei o link. É um video-arte de curta metragem da artista Alli Coates, de Los Angeles, em que a câmera segue uma pessoa caminhando por uma rua turística movimentada de Myrtle Beach, na Carolina do Sul, com uma máscara metálica que cobre todo seu rosto e esconde sua identidade. Mas o projeto se trata mesmo da reação das pessoas ao ser mascarado. Com o título American Reflexxx, o video provoca discussão sobre o reflexo da sociedade, apresentado no modo em que os passantes interagem com a mulher sem rosto, de vestido curto e saltos altos. Imediatamente, o público começa a questionar o seu real gênero – "aquilo é homem ou mulher?" – o que desencadeia uma perseguição de curiosos.

POR QUE DIABOS ISSO IMPORTA? – eu me pergunto.

Mas eu acredito que a brincadeira com o título da peça vai além da alusão à imagem que as pessoas espelham numa situação como esta; eu acho que está também ligada ao movimento de reflexo (aquele impulso imediato) que tais pessoas sentem ao se depararem com o que desconhecem ou não entendem. No caso do vídeo, essa ação reflexiva é vista no ataque gratuito que alguns dos passantes estendem até a moça, a qual, em momento algum, provoca ninguém. Claro, há aqueles que não se afetam com sua dúbia identidade e apenas se divertem com a loira, riem, dançam, tiram fotos. Mas o ponto alto do vídeo está no retrato da violência refletida em sua máscara reluzente.


Eu confesso que me surpreenderam, no começo do vídeo, as indagações sobre o gênero da mascarada, porque não sabia que era disso que se tratava, e me peguei pensando de onde vem a necessidade de definir se era ele ou ela. Pra mim, o elemento da máscara era muito mais curioso – a pergunta deveria ser "Por que esta pessoa está usando esta máscara?", mas a resposta logo se foi dada. De qualquer forma, esse projeto tem grande valor neste atual momento em que questões de diversidade de gênero têm sido mais amplamente discutidas, como no seriado Transparent (maravilhosa produção da Amazon) e no mais recente caso do Bruce Jenner.


Claro, o estilo da edição chega a cansar com o passar dos 14 minutos, mas a escolha da música Blurred Lines de trilha foi bem acertada.
Pesquisando adiante, descobri que a artista performática que fez o papel de espelho social se chama Signe Pierce, e sim, ela é transexual. Para quem importa saber.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Penny

Sonho é mesmo um dos eventos mais fascinantes que nos podem ocorrer. Não há como explicar as voltas e os meios e os frutos de um sonho, tudo vai muito além da nossa própria pessoa. O subconsciente é uma coisinha deveras espetacular. No meu sono dessa última noite, estrelei vividamente um sonho que eu mais comumente sonho acordado:

Sonhei que era um ser social bem desenvolvido.

No sonho, eu era namorado do Penn Badgley. Estava na casa dele, com sua família reunida – duas irmãs mais velhas, um irmão caçula e os pais. Ele no sofá com as irmãs e seus devidos companheiros, e eu sentado à sua frente, no carpete, entrelaçado em suas pernas. O irmão, que apresentava alguma coisa num projetor, me chamou a atenção quando me pegou rindo com os sogros de algo engraçado que eu dissera.

Não sei explicar toda a dimensão do meu estranhamento, mas o eu do sonho não era eu, e sim exatamente o eu que eu quero ser. Ele tinha um desprendimento de si, uma detreza em se enquadrar no meio; ele era como parte daquela família, todos lhe gostavam e com todos ele se dava. Sua desenvoltura lhe era inata, espontânea. Ele se sentia confortável em sua própria pele – sem bloqueios, sem engasgos, sem acanhamentos. Era leve! Era lindo!

Depois de jogar conversa fora com suas irmãs, fui até o seu quarto à sua procura, chamando: Penny?! Ele disse que já sairia, então fui até a cozinha, onde encontrei a Beyoncé. Com naturalidade, me apresentei – Hi, I'm Joe – e, bem à vontade, engagei um assunto ou dois. Ríamos.


Acordei confuso, porém apaixonado por aquele eu. E pelo Penny.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

COOLetânea - shuffriday

Mais uma playlist escolhida a dedo pelo shuffle para embalar os altos e baixos desta sexta-feira de dezessete de abril. Eita, dá o play bonito.


terça-feira, 14 de abril de 2015

Liga

Pequena amostra da música do meu curta – composição original criada pelo sensacional Matt Toms – incluindo prévia de cenas do filme:

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Eu sou especial

Eu sempre fui inseguro. Tantas histórias, da minha infância até aqui, poderiam ilustrar essa afirmação! Claro, com o chegar dos anos adultos, eu venho tentando remediar o caso, mas não é fácil, nunca, nunca foi.

Surgiu uma oportunidade na semana passada, dessas por qual a gente arrisca, mesmo com todos os receios. Como parece que eu não consigo, pelo amor de mim mesmo, acreditar em mim o suficiente para ir adiante, me peguei no chuveiro pensando que eu deveria, pois então, me esforçar em largar da insegurança. Assim, eu poderia exercitar o desapego – deus sabe que eu preciso –, além de partir em busca de maior aceitação do meu potencial.

É uma linha tênue, a diferença é sutil: já que não me ocorre de saber como me dar o devido crédito, eu vou é tentar não desacreditar, não desdenhar; um passo por vez. Quem sabe isso me impulsione a ser seguro de mim. Quem sabe eu tome ciência holística do meu valor.

 
If you don't take a chance, you'll never know what's in store
Just do you (somebody's got to be a star)

terça-feira, 24 de março de 2015

Eletroencefalograma

Na salinha estreita, a mocinha me pede que deite na maca e passa a me aplicar eletrodos pela extensão do couro cabeludo. Já conectado, ela me instrui que feche os olhos e não me mexa, e em seguida apaga a luz. Como um raio, minha mente, emancipada de mim, dispara a projetar pensamentos costurados de retalhos de memórias do meu professor, mas aqui tecendo novas tramas. Eu, sem entender a providência de tais impulsos – seria efeito dos eletrodos? – apenas cedi; deixei que a mente seguisse autônoma. Aquela nova narrativa ia surgindo na tela da minha imaginação como uma versão contemporânea das estórias que eu criava nos meus anos de moleque, embriagado de desejos adolescentes pelo professor – meu storytelling era limitado, mas meu seriado imaginário me permitia amá-lo e ser amado em retorno, realmente me enchia.

Agora aqui, na salinha escura, retomo a série com um reencontro 15 anos depois, como minha mente decidiu proceder – nem sei se posso, mas ela sequer me consultou a respeito, pos-se a tricotar cenas e diálogos atrás dos meus olhos fechados. E eu sorri, porque a gente nunca fica velho demais pra sonhar. Penso em começar um roteirozinho.

domingo, 15 de março de 2015

Aussie Aussie Aussie

Exatamente um ano atrás eu embarquei num avião em Sydney, de volta para casa. Desde então, não há um diaem que eu não sinta saudade daquela cidade. Uma das coisas que bem me faz falta aos olhos é o objeto das fotografias do incrível Paul Freeman: o homem australiano.


Fotos chupadas do Instagram do Paul Freeman

quarta-feira, 11 de março de 2015

Do!

Um dos aplicativos de mais uso no meu celular é o Do!, em que se organiza uma listagem de afazeres. Quando completado, você retorna à lista e risca o item com aquela satisfação de dever cumprido. É bem útil pra gente de memória lesada. Entre tarefas cotidianas, acrescentei à minha to-do list um item de valor mais subjetivo e de longo prazo; esse eu não risquei ainda, que é gradual e quero sempre lembrar o seu apelo:

- Livre-se das pessoas que te fazem mal.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

eu sei lá

Nunca entendi por que começo a ficar agoniado pra voltar pra casa ao final das minhas viagens. Fico brigando comigo mesmo, querendo aproveitar o resto da minha estadia fora. E desta vez sequer quero embarcar; entendo menos ainda. Queria afundar na minha cama ao invés de ir pro aeroporto daqui a duas horas? Mas está marcado, eu preciso desta viagem, e eu vou. Tô calibrando na vodka desde já. Me recuso a não ir, a não estar nessa viagem. Com bagagem ou sem.

I'll drink myself away from home, and away from home I shall remain.
São Paulo, já já chego. Trazendo chuva, como sempre. Beijo.
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