sábado, 28 de julho de 2012

Quando o BB teve um bebê


Sheryl Crow - Crash and burn

Cada julho que chega escancara a gaveta onde eu me esforço para guardar as memórias dele pelo resto do ano. Uma semana antes do aniversário do BB, dias atrás, eu cogitava ligar e, fraco que sou, cedi ao impulso quando deu a hora. Skype online, ouvi a mensagem de erro da operadora, número inválido ou o que seja.
Procurei alguma pista nos registros de e-mails; saltei para o vasto clube do Facebook, onde me deparei com a realidade doce e atroz. Sob a foto da barriga protuberante da esposa, a legenda lia "minha mulher e meu filho"; exclamações. Gélido, desliguei o Skype.
Claro, quando em 2010 ouvi que ele havia se casado, sabia que meu caso estava perdido para sempre. Convenhamos, eu sempre soube. Fiquei feliz por ele, ainda assim. A verdade é que o BB sempre foi esse, de se apaixonar e querer durar com lacres de casamento - apenas uma das marcas que o tornavam essencialmente diferente dos outros caras e que queimaram profundo em mim uma paixão tão crua. E agora um rebento. O menino é bonito, nasceu a cara do pai, mas... um filho configura, por fim, a unidade que torna tudo oficial: ele nunca vai ser meu.

Eu sempre soube que BB e eu não éramos pra ser.
Mas meu amor nunca entendeu.

3 comentários:

  1. Fala isso pra minha libido. Quando é que ela vai entender que ferramenteiro nunca vai ser meu? Tá, eu sei que o seu caso é mais sério, mas pô, desejo é desejo.

    Saudades, garotinho.

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  2. Eu sei bem como são essas coisas.
    No meu caso prefiro desligar da tomada, senão toda hora a gente fica alimentando de enrgia algo que deve morrer em paz.

    Beijao!

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  3. @Sam: eu tento desligar da tomada tmb, melhor nem pensar. mas as vezes alguem vai la e liga o interruptor sem querer.
    anyways.
    saudade tmb! bjo

    [j]

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